Era um dia frio e chuvoso de Dezembro, o céu estava repleto de nuvens cinzentas que pareciam ansiosas para deixar cair agressivas gotas de água...
Estava sentada num banco á tua espera, á espera de sentir o teu cheiro perto de mim, de ver a tua sombra apróximar-se... Estava perto de cair em desespero pela tua demora, tinha-mos combinado encontrarmo-nos naquele sítio especial, tinhamos planeado um dia só os dois, sem interrupções, sem preocupações.
Quando finalmente chegas-te senti uma felecidade que já não sentia á algum tempo, senti um aperto que de certa maneira soube bem, senti mil e uma coisas mas entre elas a que mais se destacou foi o nervosismo, estava nervosa apenas porque eras tu a aproximares-te de mim e eu não queria fazer nada para o impedir, apesar de saber que era errado. A tua presença perturba-me, mas de uma maneira diferente, uma maneira boa, não sei o que fazer nem o que dizer quando estás por perto, contigo fazia qualquer coisa, deixas-me sem controlo, sem saber como agir, há algo em ti que me assusta, a maneira como me consegues controlar sem querer, a tua maneira de ser atrai-me como nunca nada mais me atraío.
Prometeste-me que iríamos contar estrelas, eu não sei quantas há, mas como disse contigo faço o possivel e o ímpossivel.
Não sei como consegues e sinceramente, o que menos me interessa é como o fazes, o que me interessa mesmo é que até gosto e deixa-me um pouco incomodada o facto de me controlares assim mas eu não me importo e não sei porquê, não sei explicar, mas tudo em ti me agrada e desagrada, controlas-me e descontrolas-me, fazes-me sentir como nunca antes me senti...

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