Ai, o amor, esse tema
sobre o qual eu tenho tanto ou pouco jeito para falar, na verdade, sendo totalmente
sincera, acho que me safo a tentar explicar o amor, eu entendo, entendo porque
é a minha perspectiva e nem sempre mas de vez em quando eu consigo entender a
minha própria perspectiva, mas não sei se me consigo fazer entender em relação
ao amor, é complicado, ah como é complicado mesmo o amor.
Quem sou eu
para fazer comentários ou escrever frases relativas ao amor?
Eu tento
explicar o amor, por vezes, se amigos me perguntam ou pedem concelhos sobre o
tal, mas não ouso, nunca tentar explicar sequer o amor àqueles a quem nos
referimos como “adultos”, essas criaturas que vivem infelizes, imersas em
pensamentos desinquietantes sobre dinheiro e tudo o que de mau nasce dele, uns
pensam em dividas, em problemas políticos, outros perdem tempo a achar que são
demasiado velhos para essa brincadeirinha do “amor”, não perdem 5 segundos da
sua vida para saber amar, para se desinquietarem com o tal sentimento, o tal
amor que se sente, esse que não se vê mas que se pode mostrar, que se pode
escrever e se pode cantar.
Normalmente,
quando me pedem para explicar o amor eu começo por explicar que existem as mais
variadas formas de amor e de se mostrar que se ama alguém…
Temos o
exemplo de amor de família, quando há laços de sangue e ligações de parentesco,
automaticamente assumimos que criamos alguma espécie de carinho e preocupação
com os tais parentes...
Temos depois
a amizade, é a mais bela forma de amor, é quando não há laços de sangue nem
qualquer tipo de ligação de parentesco, mas sentimos o mesmo carinho e
preocupação que sentiríamos por qualquer familiar nosso, dentro da amizade há
ainda o que gosto de chamar esse “amorizade” é uma mistura de amizade com um
sentimento mais forte ao qual não se consegue dar nome, é quando duas pessoas
são muito amigas, durante já bastante tempo e começam a criar outro tipo de
relação, aí fazem uma mistura explosiva de sentimentos e na maior parte dos
casos acaba mal, mas há excepções que resultam em belos e quase que perfeitos
casais amorosos e apaixonados , e por falar em paixão, quero esclarecer que
paixão é diferente de amor mas que para haver amor tem de haver paixão, porque
afinal a paixão é a parte fogosa do amor, é também a parte física, porque
podemos declarar-nos a alguém dizendo estar completamente apaixonado pelo seu
sorriso, cabelo, lábios, olhos, bochechas ou tudo mais, podemos cair no erro de
confundir paixão com amor e isso não é bom porque causa ilusões e mais tarde
desilusões, sentir-se cativado fisicamente por alguém ou por algo não é o mesmo
que amar, mas para amar é preciso sentir-se cativado, parece confuso, e é
mesmo.
Bom…
continuando a falar das diferentes formas de amor, faltou-me falar do amor,
aquele que é mesmo amor amor amor, aquele que é o que não se consegue explicar
nem por nada, aquele que é assim e assado e que nos faz sentir jardim zoológico
dentro de nós ou mais correntemente falando, faz sentir as tais borboletas,
aquele sentimento que te faz virar bipolar, que te tira do sério, que te faz
feliz e te rouba a felicidade com a mesma facilidade.
Sabes que
amas alguém de verdade, quando essa pessoa te faz sentir completo e
completamente feliz, quando te sentes bem ao lado da pessoa, quando queres
fazer tudo com a tal pessoa, quando queres mostrar e dar tudo á tal pessoa,
esse género de coisas.
Para haver
amor, acima de tudo tem de haver confiança e a confiança nasce da amizade logo,
é necessário criar laços de amizade para que possa depois haver amor
verdadeiro.
Para mim
amar de verdade é quando suportamos até os piores defeitos, quando queremos a
pessoa do nosso lado a toda a hora, quando sentimos necessidade de partilhar
momentos, quando sentimos a saudade insuportável mesmo tendo acabado de ver a
pessoa, amar de verdade é acima de tudo aceitar a pessoa como ela é, aceitá-la
e ajudá-la nos momentos mais obscuros, mais difíceis, é aceitar e discutir
ideias e encontrar pontos em comum, é ter curiosidade em descobrir mais sobre
aquela pessoa, é ver a pessoa nua e crua, com tudo o que tem de bom e de mau á
mostra e mesmo assim continuar a amar, é ver todas as vulnerabilidades da
pessoa expostas e prometer suportar de tudo com a tal, é não deixar o amor
morrer na praia mas fazer amor lá.
O amor tem
de tudo, como tudo na vida, no amor temos altos e baixos, partes boas e más,
prós e contras, mas jamais alguém o entenderá ou conseguirá explica-lo na
totalidade, eu tentei…
O amor é uma
aventura e como tal só os aventureiros e os sem medo é que partem nesta jornada
e se aventuram então, é preciso coragem e determinação.
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