Se me trocas algum dia, vai doer como tudo, só pensar que pode acontecer, já dói como tudo.
Se voltas a outro alguém, eu nem sei em quantos pedaços rasgados de papel me desfaço, nem sei quantos copos de vidro parto, nem a quantidade de mobília que atiro pelo ar.
Se alguma vez escolhes alguém ao invés de mim, nada poderei fazer, irei aparentar estar calma, irei sorrir e dizer que vos desejo tudo de bom, mas enquanto isto, estarei a morder a língua e a desejar que acordes um dia com ela ao lado e lhe chames o meu nome, chames por mim.
Se algum dia me dizes que afinal não era eu, faço-te engolir tais palavras.
Se algum dia me negas aconchego, por teres em ti já outro alguém aconchegado, eu nem sei o que faço, só sei que me desfaço.
Se voltas a outro alguém, eu nem sei em quantos pedaços rasgados de papel me desfaço, nem sei quantos copos de vidro parto, nem a quantidade de mobília que atiro pelo ar.
Se alguma vez escolhes alguém ao invés de mim, nada poderei fazer, irei aparentar estar calma, irei sorrir e dizer que vos desejo tudo de bom, mas enquanto isto, estarei a morder a língua e a desejar que acordes um dia com ela ao lado e lhe chames o meu nome, chames por mim.
Se algum dia me dizes que afinal não era eu, faço-te engolir tais palavras.
Se algum dia me negas aconchego, por teres em ti já outro alguém aconchegado, eu nem sei o que faço, só sei que me desfaço.
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